terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Paella


A primeira vez que comi paella foi na Espanha e, contrário do que parece, não foi uma experiência memorável. Como a grana era curta e o interesse pela culinária baixo, acabei comendo uma paella qualquer que coubesse no bolso. De fato, comi o que paguei. A sensação foi de comer aquele arroz de saquinho que é só colocar na água fervente e fica pronto em 3 minutos.

Ano retrasado tive a oportunidade de experimentar e ver como se faz uma paella de verdade, ou quase lá. Não sei se era uma paella típica espanhola, mas para um arroz com açafrão e frutos do mar não poderia estar melhor - tirando a mágica que foi ver tudo aquilo acontecendo dentro da panela: primeiro a bistequinha, os temperos, os frutos do mar, aí entra o arroz, o caldo e vai indo e indo e toda aquela mistureba executada com perfeição ficou divina. Foi o show da paella. E nos deixou intrigados se aquilo era possível de acontecer também sob nossa administração. E no réveillon desse ano fizemos o teste.



Acho que um dos grandes segredos da paella é ter bons ingredientes. Encomendamos tudo no mercadão (contato frutos do mar aqui e contato azeites, chorizo e temperos aqui) e pedimos para embalar bem e com gelo, preparados para umas 3 horinhas de estrada. O esquema todo deu muito certo e a paella ficou uma delícia, com grandes chances de virar o prato oficial do réveillon.

..........................................................................................................................

Diz a lenda....

A paella surgiu como um prato de camponeses na região de Valencia, na costa leste da Espanha. Originalmente a paella não levava frutos do mar, mas conforme foi se espalhando pelo país novos ingredientes foram acrescentados, assim como lulas, camarões, polvos e diferentes tipos de verduras. Por isso, diz-se por aí, que a “paella Valenciana” é diferente das outras paellas, pois não leva frutos do mar.

Outro fato interessante deste prato é a origem do seu nome. O mais difundido diz que o nome paella surgiu do nome da panela que se usava (e usa até hoje) para fazê-la, a paellera, que por sua vez tem esse nome devido ao formato similar a uma bandeja com alças, como as bandejas de oferendas existentes na época da antiga Roma e essas tais bandejas eram conhecidas por “patella”, pegou? Já a teoria menos difundida, e que eu gosto mais, diz que os camponeses, depois de horas de trabalho e saudosos de suas esposas, chegavam em casa e faziam este prato saborosíssimo “para ela”, “para ella” em espanhol, daí ficou “paella”. Quem diria, os camponeses depois de ficarem o dia inteiro ralando na roça chegavam em casa e ainda preparavam um jantar desses para sua amada, não se faz mais camponeses assim... ;)

Segue a receita, made by Rafa feita para mim (e para mais outras 8 pessoas na noite do reveillon...).



Paella
(serve 15 pessoas... ela rende muito, chama os vizinhos!)
Inspirada na receita passada pelo chefe Zé Maria durante aula de culinária na Spyce. Blog do chefe aqui.


Ingredientes
 

1 Kg de arroz tipo bomba
300 ml de azeite
3 cebolas roxas pequenas
3 colheres de sopa de tempero espanhol ou 7 envelopes de açafrão (o tempero espanhol, assim como o açafrão você irá encontrar no Mercadão)
1 pimentão vermelho, cortado em filetes
12 unidades de lagostim (antes de acrescentar, quebre a casca do lagostim ao meio, na vertical, dando um golpe nas costas de uma faca bem afiada, sem separar as metades)
1 kg de camarão limpo tamanho 25/30
500 gramas de mexilhão limpo
500 gramas de mexilhão com casca
300 gramas de abadejo ou cação em cubos
200 gramas de filé de coelho, frango ou bistecas de porco (fizemos com frango)
500 gramas de vieiras com ovas
18 unidades de camarão grande (pistola)
1 unidade de chorizo espanhol
1 punhado de ervilhas ou vagem
1 punhado de salsinha picada
3 ½ litros de caldo de peixe temperado com o açafrão ou otempero espanhol (sugestão: faça o caldo na hora com os restos do peixe e frutos do mar, talos de aipos, cenoura, sal, pimenta e o que mais achar que cai bem para um caldo).

Modo de Preparo


Etapa 1. Aqueça a paellera, se tiver uma, ou então uma panela grande rasa como uma frigideira, adicione azeite, deixe o azeite aquecer e coloque as cebolas picadas. Assim que dourar adicione o chorizo picado em rodelas e até dourar.

Etapa 2. Adicione o frango/coelho/bisteca e refogue por uns 7 minutos. Adicione o arroz e refogue bem, bem mesmo.

Etapa 3. Junte os mexilhões sem casca, as vieiras e refogue mais um pouco.

Etapa 4. Junte o peixe e logo após o tempero para paella ou açafrão. Adicione 80% do caldo do cozimento. Tem que praticamente cobrir tudo com o caldo.

Etapa 5. Para a montagem disponha tudo o que restou sobre a paella, inclusive os pimentões, ervilhas e salsa. Ajuste o sal, feche com papel alumínio e deixe cozinhar por 35 minutos em fogo baixo, até o caldo baixar. Obs: de tempos em tempos, dê uma conferida no ponto do arroz e acrescente mais caldo se achar necessário. Quando estiver pronto regue com bastante azeite.

Sugestões:

  • Um pouco antes coloque os frutos do mar para marinar com azeite e pimenta.
  • Se não tiver a paellera tente fazer numa frigideira grande, reduzindo proporcionalmente a quantidade de ingredientes.
  • O arroz tem que ser o bomba (dizem que se pode trocar pelo arroz normal - não o arbório! -, mas o bom mesmo é o bomba).
  • Na hora de servir cai bem um limãozinho.


 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Panna Cotta com Frutas Vermelhas


Chegaram os livros da Phaidon! O site está em promoção, vale a pena (entrega em aprox. 10 dias). Segue site aqui, e review dos livros aqui (Pasta) e aqui (What to Cook & How to Cook it).
A receita da panna cotta é do What to Cook & How to Cook feita no fim de semana do reveillon pela minha cunhada. ;)
Panna Cotta com Frutas Vermelhas
Ingredientes
5 folhas de gelatina
1 fava de baunilha
1 ¾ xícaras de creme de leite fresco
1 ¾ leite integral
1/3 de xícara de açúcar refinado
1 ¼ xícaras de frutas vermelhas
Modo de Preparo
Etapa 1: Encha uma pequena tigela com água fria, adicione as folhas de gelatina. Depois de alguns minutos as folhas ficarão macias.
Etapa 2: Raspe as sementes da fava de baunilha usando as costas da faca, na fava partida ao meio horizontalmente.
Etapa 3: Coloque as sementes de baunilha, o creme de leite e o leite em uma panela e mexa para separar todos os carocinhos de baunilha. Coloque a panela no fogo médio e espere ferver. Tire do fogo. Adicione açúcar na misture e deixe dissolver por dois minutos.
Etapa 4: Tire a gelatina da água e tire o excesso das folhas, espremendo-as. Misture a gelatina com a creme ainda morno até que esteja completamente dissolvida.
Etapa 5: Prepare 6 potes para colocar a Panna Cotta. Molhe os potes com água fria e tire o excesso. Coloque aprox. 6 frutinhas no fundo de cada pote.
Etapa 6: transfira a mistura de creme para um copo de medida e coloque nos potinhos com as frutinhas, espere esfriar por 30 minutos.
Etapa 7: Cubra a superfície de cada Panna Cotta com plástico filme e resfrie na geladeira por 6 horas ou de um dia para o outro, o ideal.
Etapa 8: Quando estiver pronto para comer, remova o plástico filme e desenforme a panna cotta ou coma nos potinhos. Sirva decorado com algumas frutas vermelhas frescas.




quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Geléia de pimenta...

Depois de alguns testes consegui atingir o estado da arte da geléia de pimenta (ou quase lá, paladares são bem particulares e variam conforme o período do mês...mas a danada tinha ficado boa mesmo). Alguns sortudos que passaram em casa a tempo puderam experimentar e até levar um potinho brinde para casa.
Estava satisfeita com minha geléia, ia bem com queijos, para temperar carnes ou mesmo para dar uma apimentadinha em qualquer prato, era um vício...até no pão com requeijão ela foi testada, e aprovada! Acontece que essa semana a geléia partiu dessa para outra...Havia pedido para Geni jogar fora as comidas que já estavam há um tempo na geladeira....e esqueci de avisar da geléia!!! E a pobre coitada entrou na lista de extermínio. Uma tragédia! Como não escrevi a receita que testei aquele dia (foi um pouco inventanda na hora) segue uma tentativa de reprodução e para se inspirarem podem checar outras receitas e inspirações aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Ah, atenção! Nas minhas pesquisas tinha visto uma dica de um sábio falando para usar luvas quando cortar as pimentas, que obviamente eu ignorei. Dica importante: use luvas quando cortar as pimentas!!! Principalmente se for uma grande quantidade. Nesse dia tive que dormir com uma toalha molhada nas minhas mãos de tanto queimavam! Aprendendo com a dor...


Geléia de Pimenta (essa não vai maçã! Se é de pimenta, é de pimenta e não de maça! Oras!)


Ingredientes

2 xícaras de pimenta dedo de moça cortada bem pequeno (eu coloquei no mini processador)
1/2 xícara de água
1 xícara de açúcar (qualquer açúcar, sem frescura. Só não vale mascavo)
1 colher de sopa de gengibre cortado bem pequeno (também passei no processador)
Suco de 1 limão
2 pitadas de canela (ou mais se achar que a pimenta está muito ardida, mas não muito mais!)

Modo de Preparo

Etapa 1. Esterilize com água quente o vidro e tampa que irá colocar a geléia.


Etapa 2. Depois da pimenta e do gengibre bem picados, junte todos os ingredientes em uma panela. Leve ao fogo e deixe ferver até que você consiga ver o fundo da panela (não é tipo brigadeiro que a geléia vai desgrudar do fundo, se você deixar muito a geléia no fogo ela vai virar uma bala dura. Assim que conseguir ver o fundo da panela, ela ainda vai estar bem mole, mas criará textura conforme for esfriando. Outro jeito e tirar um pouco da geléia de colocar em um pires frio, assim você terá uma prévia da textura – se ficar muito mole deixe mais no fogo)


Obs: não tenho a foto da geléia, esqueci de tirar no dia, mas ela fica com cara de geléia ;), não tão consistente porque não vai maçã e nem pectina.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Truta com alcaparras e limão

Peixe é ótimo e muito fácil de fazer (na maioria das vezes). E por ser leve vai bem nessa semana de desintoxicação pós festas. Pelo menos esse era o plano, eliminar os exageros do natal e do ano novo com um cardápio mais ameno. A idéia era jantares baseados em peixes e outras coisinha leves de segunda a sexta!

Segunda salmão.

Terça truta.

E parou por aí.

Quarta o Rafa pediu misericórdia do cardápio light “vamos comer uma pizza quatro queijos hoje?”. É, acho que toda reabilitação tem que ser paulatina e uma pizza seria medicinal a essa altura.

Aí vai a receita da truta de terça-feira e para a pizza da discórdia é só ligar no pizzaiolo mais próximo.

Truta com limão e alcaparras
(serve 2 pessoas)

Ingredientes



2 filés de truta
2 colheres de Alcaparras
Limao siciliano ou tahiti cortado em rodelas bem finas
Sal e pimenta

Tempere a truta com sal e pimenta. Coloque em uma assadeira com alumínio (como um envelope). Com a pele para baixo, coloque por cima as alcaparras e as rodelas de limão. Feche o alumínio e deixe no forno por aproximadamente 15 minutos.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Carpaccio com Salada e Risotto de Funghi Secchi

Jantar especial para pessoas especiais!

Carpaccio com Salada(Serve 4 pessoas como entrada)
Ingredientes

Carpaccio
Agrião
Aspargos
Lascas de parmesão
Para o molho: azeite, sal, pimenta, mostarda dijon, alcaparras e limão siciliano

Etapa 1: Pique o aspargos em pedaços pequenos e doure em um fio de azeite. Tempere com um pouco de sal.

Etapa 2: Para o molho, misture todos os ingredientes, deixando o azeite por último. Coloque o azeite aos poucos misturando bastante.

Etapa 3. Monte o prato com o carpaccio por baixo e as folhas e o aspargos por cima, tempere com o molho e algumas lascas de parmesao.



Risotto de Funghi SecchiBy Rafa, Pedro, Quel e E.(Serve 4 pessoas)
Ingredientes

1,1 litro de caldo de galinha ou vegetais
100 gramas de manteiga
1 cebola grande descascada e picada
2 dentes de alho descascados e picados
1/2 cabeça de aipo picada
400 gramas de arroz arbóreo
2 taças de vinho branco
Parmesão ralado
1 mão cheia de funghi secchi
Raspas de limão siciliano (uma colher de chá aprox.)
Cebolinha cortadas bem finas
Azeite de oliva
Sal

Modo de Preparo

Etapa 1: hidrate os cogumelos em água morna por 30 minutos aproximadamente. Enquanto isso comece a fazer o risotto.

Etapa 2: esquente o caldo. Em uma panela separada, aqueça o azeite de oliva e a manteiga. Adicione a cebola, o alho e o aipo (salsão) e cozinhe lentamente por uns 10 minutos, sem dourar, Esse é o famoso soffrito. Acrescente o arroz e aumente o fogo, mexendo lentamente.

Etapa 3: quando o arroz ficar translúcido (aprox. 1 minuto) acrescente as duas taças de vinho branco, sem parar de mexer.

Etapa 4: quando o álcool tiver evaporado e o vinho ter sido absorvido pelo arroz, acrescente uma concha de caldo quente e 1 pitada de sal. Abaixe o fogo e continue mexendo e adicionando o caldo quente conforme o arroz for absorvendo-o.

Etapa 5: após uns 10 minutos acrescente os cogumelos já hidratados e picados. O funghi irá tingir o arroz, caso queira que o sabor do funghi fique mais acentuado acrescente uma concha do caldo utilizado para hidratar o funghi. Após 5 minutos experimente para checar se o arroz está cozido. Se não estiver continue acrescentando caldo até que o arroz fique tenro, mas com uma leve consistência.


Etapa 6: acrescente as raspas de limão e a cebolinha picada, mexa um pouco. Tire a panela do fogo, coloque a manteiga e o parmesão e deixe descansar por 2 minutos.




domingo, 18 de dezembro de 2011

Tiramissu




Tiramissu
(Serve 4 a 6 pessoas)
Ingredientes

Ingredientes
3 gemas de ovo
120 gramas de açúcar
180 gramas de queijo mascarpone
300 ml de creme de leite fresco (e gelado)
3 colheres de sopa de licor de café (pode ser whikey ou cachaça)
500 ml de café forte e frio
Algumas gotas de essência de baunilha ou 1 fava de baunilha.
Bolachas champagne ( 2 pacotes)
Chocolate em pó para polvilhar
Modo de preparo
Etapa 1. Bata as gemas com o açúcar até a mistura ficar leve e cremosa. Misture bem com o mascarpone e com a essência de baunilha. Se for usar a fava, que foi o caso neste dia, tire as sementes com as costas de uma faca e misture no creme.
Etapa 2. Bata o creme de leite fresco até ficar bem firme, como um chantilly. Envolva suavemente no creme de gemas até ficar uniforme.
Etapa 3. Adicione a bebida (usei whiskey, não tinha o licor em casa...) ao café e embeba as bolachas.
Etapa 4. Coloque em um recipiente uma camada de bolachas e uma creme, intercalando até acabar os ingrediente e terminando com uma camada de creme. Para finalizar polvilhe o chocolate por cima. O ideal é que a sobremesa fique algumas horas na geladeira antes de servir para que os sabores possam se misturar.
Aluna aplicada fazendo a massa do picci (macarrão que aprendemos a fazer neste dia). Olha a nona lá no fundo tomando conta do fogão!
Nona mostrando como é que se faz.
Primeiro approach.
Jogando o charme...Repare que aí disfarçadamente já estava me apossando da panela.
A foto da conquista! (a foto do beijinho nao saiu...mas o Rafa foi testemunha!)
Eu e o Rafa e o picci.
O tiramissu da nona.
Meu tiramissu! :)